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O brincar nos dias atuais


As crianças de hoje brincam da mesma forma que seus pais e avós brincavam? Será que têm o mesmo tempo que tinham para brincar? Amarelinha, queimada, bola, boneca, esconde-esconde, pega-pega, ciranda, garrafão, bolinha de gude: quem foi criança até meados da década de 90 conhece bem essas brincadeiras, que preenchiam dia inteiros na rua. As crianças de hoje, no entanto, desconhecem muitas dessas formas de brincar do passado, priorizando brinquedos mais tecnológicos. A brincadeira acompanha as modificações históricas e sociais, sofrendo alterações na forma e no conteúdo daquilo que é brincado, assim como no tempo que é reservado para que essas brincadeiras aconteçam. Mas afinal, o que é brincar? A dimensão simbólica e lúdica das brincadeiras como elementos fundamentais para a socialização, aprendizagem e desenvolvimento do ser humano são reconhecidas positivamente ao longo dos anos pelos especialistas nesse assunto. A brincadeira infantil é uma ação livre, iniciada e conduzida pela criança. Um exercício de autonomia, no qual a criança pode tomar decisões, expressar sentimentos, lidar com valores, conhecer a si mesma, aos outros e ao mundo em que vive.

Os avanços tecnológicos têm modificado o jeito de nossas crianças brincarem. Em um mundo de acesso fácil e rápido às informações, as crianças não brincam como as de antigamente, tanto que a própria concepção de infância evoluiu.

Os jogos de videogame, computadores e aplicativos de smartphones estão cada vez mais populares entre as crianças. Já as antigas brincadeiras de rua, caso não sejam incentivadas por pais e educadores, podem facilmente cair no esquecimento. Mas como não se pode viver só de nostalgia, há espaço para reinvenção. Assim, muitas formas de brincar estão sendo adaptadas. Engana-se quem pensa que brincar nos dias de hoje se resume ao ambiente virtual. Além do mais, até o virtual também tem um lado lúdico e pedagógico, viu? De toda forma, para atrair as crianças para a brincadeira ao ar livre, pais e educadores têm apostado cada vez mais em esportes e equipamentos que estimulam a sociabilização e fazem bem à saúde. Aí entram as bicicletas, os patins e os skates.

Não se deve ignorar que o avanço da tecnologia, em suas mais variadas formas, é irreversível. E tentar manter as crianças longe não só é batalha perdida como as priva dos diversos benefícios proporcionados pelas inovações. No entanto, saber dosar o tempo de uso dos eletrônicos e de exposição à TV é um dos maiores desafios dos pais contemporâneos. É possível equilibrar a quantidade de tempo disponível para brincadeiras mais tecnológicas com "brincadeiras de antigamente" que proporcionam às crianças a vivência da realidade de seus pais e avós e apresentam a elas novas possibilidades de criar, recriar e ressignificar os sentidos sendo, ela mesmo, atuante efetiva na ação sobre o brinquedo. A criança brinca com o brinquedo e ela não se torna só a expectadora do brinquedo ou de suas ações limitadas. Ela explora o mundo, compreende as regras sociais, cria seus próprios valores e atribui significado às informações que recebe e socializa, tornando-as conhecimento.

O importante é sempre lembrar que brincar é terapêutico para todos que brincam, seja qual for a idade. Há muitas razões para brincar. Negar o universo simbólico, lúdico, é negar o direito ao pleno desenvolvimento humano e à sua inserção cultural.

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