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A importância da arte em tempos de isolamento social


O isolamento social proposto pelo Ministério da Saúde como estratégia para controle da pandemia do novo Coronavírus influenciou intensamente o estilo de toda sociedade. Esse momento de recolhimento pode causar muita ansiedade diante de uma rotina modificada em cada casa, das incertezas no andamento de nossas atividades e trabalhos, de perdas, mortes ou de mudanças de vida e de comportamentos. Muitas pessoas estão mantendo as atividades no chamado home office (trabalho em casa), os estudantes estão tendo aula de forma remota. Existe também os milhares de desempregados e aqueles que foram demitidos assim que a recomendação de distanciamento foi apresentada.

Confinadas em suas casas, milhares de pessoas têm enfrentado as dificuldades de se manter longe das relações sociais no cotidiano, o que pode desencadear diversos transtornos afetivos, colocando em risco a saúde mental, principalmente da juventude.

Diante de todas essas mudanças, podemos fazer uma pergunta pertinente: A arte faz bem à saúde mental? A resposta é sim. De acordo com a diretora regional da OMS para a Europa, Piroska Östlin, as artes “oferecem soluções que a prática médica comum até agora não conseguiu abordar de maneira eficaz”, sendo, inclusive, mais abrangentes, porque se relacionam à saúde e ao bem-estar das pessoas em um contexto social e comunitário mais amplo. Além de serem mais abrangentes e mais eficazes, mesmo quando se trata dessas doenças mais graves, as artes influenciam as pessoas positivamente independente da faixa etária, desde o nascimento e ao longo de toda a vida.

As atividades artísticas, divididas em 5 grandes categorias, artes cênicas (música, dança, canto, teatro e cinema); artes visuais (artesanato, design, pintura e fotografia); literatura (escrita, leitura e participação em festivais literários); atividades culturais (visitar museus, galerias, shows, teatro); e artes online (animações, artes digitais, etc), podem ser aliadas dos serviços de saúde, completando ou aprimorando protocolos de tratamento. Não importa se inseridas no contexto terapêutico de forma passiva ou ativa – seja ouvindo uma música ou desenhando e pintando – essas atividades reduzem, por exemplo, os efeitos colaterais do tratamento do câncer, que incluem sonolência, falta de apetite, falta de ar e náusea.

Em tempos de coronavírus, diversos casos analisados mostraram que a música, o artesanato e a arte do palhaço reduziram a ansiedade, a dor e a pressão arterial, principalmente entre as crianças, mas com efeitos positivos também para a saúde mental de seus pais.

Neste distanciamento, é possível fazer um recorte muito claro de como a arte e a produção cultural está presente fortemente no cotidiano da sociedade. E, agora, em larga escala, cumprindo um papel fundamental de gerar conteúdo, entretenimento e conhecimento para a população. Recorremos à arte, mas também à produção da industrial cultural, dia e noite, seja nos filmes, livros, vídeos que viralizam na internet, e lives com diversos artistas se apresentando. Também tem sido registrado em diversas partes do Brasil e do mundo, artistas que se apresentam de suas sacadas, e a própria comunidade, que se reúne em suas janelas para cantar.

Nas redes sociais, que tem garantido interação entre as pessoas, artistas visuais também tem impulsionado obras manuais e digitais, que levam conhecimento e a experiência visual a pessoas de diferentes idades, contribuindo diretamente na manutenção da saúde mental durante a quarentena.

Este fenômeno vem para reforçar a importância da arte para a sociedade, evidenciando o quão necessário é a fomentação da criação artística e a valorização dos artistas, que cotidianamente enfrentam diversas perseguições, censuras e dificuldades de sobrevivência,

Em tempos de permanência constante em nossas casas, estimular nossas crianças e jovens a mergulhar no mundo das artes é uma forma extremamente saudável de desenvolver estímulos sensoriais e fortalecer laços familiares.

Então famílias, cantem mais, dancem mais, pintem mais, criem conexões fortes com seus filhos através das artes, desenvolvam neles habilidades emocionais que farão toda diferença no teatro da vida.





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